sábado, 21 de abril de 2012

Aprenda que não é a dar um "oi tudo bem" de vez em quando que vai fazer importância. Prefiro que me deixe em paz de uma vez do que uma vez por mês me venha dizer que está com saudades e que quer estar comigo. Aprenda que eu não sou seu bote salva vidas, que não vou estar sempre à sua espera.

domingo, 15 de abril de 2012

ADAL

O que é que gosto em mim? A minha frontalidade. Não gosto de ser insegura. Sou uma pessoa orgulhosa. Não gosto de me chatear. Gosto de fotografias. Gosto de festas. Gosto de fazer rir. Gosto de abraços. Gosto de cães, de gatos, de animais em geral. Não gosto de ter de acordar cedo. Gosto dos meus olhos. Gosto de viver. Não gosto de me ver ao espelho, não sou minha fã, mas também não me odeio. Gosto do calor. Gosto de praia. Devagar ou depressa? Depende. De manhã ou à tardinha? Noite. A má educação irrita-me. Não gosto de não ter o que dizer. Gosto de sapatos com cores fortes. Gosto de dormir, adoro dormir. Gosto de me sentir crescer. Não gosto de ser negativa. Adoro filmes de terror. Não gosto de perder tempo. Não gosto de gente estúpida. Gosto de conversar. Não gosto da minha intolerância. Gosto de comer, não como muito, mas gosto de comer. Gosto de gelados. Gosto de morangos com chantili. Gosto de sorrisos francos e abertos. Gosto daqueles sorrisos em que os olhos riem também. Gosto das minhas memórias. Gosto muito de fogo-de-artificio. Gosto do cheiro a madeira fresca. Gosto de uma boa gargalhada. Adoro o mar, a tranquilidade que me transmite. Não gosto da mentira, não gosto da inveja. Não gosto de dias cinzentos. O ciúme às vezes faz bem, pronto. Detesto as injustiças. Não tenho paciência para a falsa modéstia. Não gosto da injúria. Gosto de cinema. Gosto do cheiro dos bebés. Não gosto que me ponham regras, não gosto que me controlem. Não gosto que me acordem, muito menos aos berros. Não gosto de me sentir pressionada. Não gosto que sejam brutos comigo. Não gosto de sorrisos falsos. Irrita-me uma pessoa zangada. Não gosto que me gritem. Gosto de ir às compras, adoro roupa. Não gosto das multidões nas lojas. Não gosto de solidão, gosto  da tranquilidade. Não gosto de fazer esperar e odeio que me façam esperar. Não gosto de comer na cama, não suporto as migalhas. Não gosto de ter de fazer as coisas à pressa. Gosto de beber água. Gosto de beijo na boca. Gosto de boa música. Gosto de andar de salto alto. Irrita-me a falta de palavra. Não gosto de gente chata. Gosto de malas. Não gosto da minha teimosia, às vezes. Gosto de ter razão. O que dizem os meus olhos? Dizem tudo, dizem que vivi, que estou a viver. Mostram curiosidade, infantilidade, carência. Os meus olhos dizem tudo aquilo que sou.

sábado, 10 de março de 2012

Como se estivesse de partida e todas as peças constituídas por ti fossem parar a ao único local onde eu jamais poria os pés. é como se todo o fogo que por ti corria cá dentro tivesse apanhado um valente balde de água fria e se tivesse extinto. Sem mais nada a dizer, pois nada do que pudesses dizer me iria interessar, digo-te que nada voltará, nem uma única palavra. E podes ter a certeza que cumpro com a minha palavra, ao contrário de ti. Se tudo o que procuravas, está aí, olha que bom. Raio do baú que guarda tudo, raio das coisas que fizes-te e raio das coisas que disses-te. Queres falar agora? Não. Já ouvi o suficiente, só me chateia o facto de na altura teres deixado tudo de lado, tudo. Espero bem que agora olhes para os meus olhos e vejas que nada do que fizes-te foi inteiramente errado, mas não te esqueças de reparar que também nada foi certo. Ontem chateava-me não teres uma ponta de dignidade, hoje chateia-me o teu olhar, amanhã com certeza que me irá chatear a tua hipocrisia. Mas não te preocupes, eu lembro-me de tudo o que foi bom, infelizmente, porque o raio do baú guarda tudo, mesmo quando já não faz sentido, pois, pois tem isso de mau. Espero que nunca te esqueças das coisas que fizes-te, espero que te arrependas das coisas que fazes e não te preocupes comigo, eu estou bem, doeu, mas não precisavas de saber, por isso sorri.Finalmente conheci o teu lado que nunca tinha conhecido, finalmente pude dizer que não eras quem eu queria, que não és quem eu procuro, finalmente posso ter as certezas de que tanto precisava, por isso, todo o fogo que ardia aqui dentro desejo-o a ti, para que ardas com ele e desapareças assim que acabar a reacção. Sim, não sou perfeita e graças a ti, descobri que tu és mais do que imperfeito.
Agora podes esquecer tudo ist
o.


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Sabes quando te deitas com a maior das alegrias e acordas com um monte de felicidade? Quando corres só para poder ficar mais um bocadinho depois? E quando já não pensas em mais nada? Quando parece que tudo é perfeito e que nada te deita abaixo? Sabes? E então quando quando só sabes sorrir e sorrir, tanto que até os teus olhos brilham mais que aquela estrela para a qual olhas todas as noites? Quando te esforças para te dar certo, mais do que alguma vez te esforças-te? Sabes? Eu sei. É bom sentir tudo isto, não é? Pois, eu sei. E quando acaba tudo? Desaba simplesmente? Sabes? Pois, eu também sei.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Acho que as pessoas não têm a mínima noção das coisas que se passam, dos sentimentos que por aqui param, limitam-se a ficar a ver, a deixar passar ou então, gozam. Não concordo, não gosto, não suporto, não quero que me façam isto, chega! Que tal uns dois dedinhos de testa? Que tal? 
                                                                                                                   

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Sem ninguém ver...

Olho para a tal foto, sinto que perdi demasiado, não sei, talvez nem tenha razão, mas sinto. Porque motivo era eu tão feliz? Não percebo, como consegui eu aquele sorriso tão sincero? Foi na época em que não sabia o que andava a fazer... Em que chorava por um brinquedo, fazia birra porque a boneca se partiu,  em que a dor, a única dor era a dos dentinhos a nascerem ou a sapatada dos meus pais por ter deitado a sopa fora. Em que tudo era simples, queria comer e comia, queria beber e bebia, queria colo e tinha colo, queria dormir e dormia. Ai que tempos esses... Tudo tão fácil, tão simples, tão bonito. Agora? Agora é tudo tão mau, tão feio, tão... tão... Nem sei qual será a expressão que se adequa melhor. Agora olho para a foto, a tal foto e sorrio, com a lágrima a correr pelo rosto e corre com vontade de fugir, fugir para que não a vejam. Normal. Agora choro de dor, única também, mas imensa e derivada de um montão de motivos. Motivos que contribuem, cada um com o seu bocadinho e formam uma dor enorme, como uma bola de neve, que quanto mais vai rolando, mais grande fica. Agora choro, choro porque preciso, mas choro sem ninguém ver. Não gosto. E aquela foto? que tanto me atormenta! Como eu gostava de ter aquele sorriso de volta, como eu gostava que as dores que tenho fossem meras "passagens"... Não como agora, dores de saudade, de amor, de rivalidades, de desilusões, de ódios, de horrores e sabe-se lá mais de que. Oh! Como eu gostava de não ter crescido tão depressa. Perdi demasiado... Perdi festas de pijama onde se falavam em príncipes encantados que afinal não passam de sapos feios, perdi amores de verão onde se prometiam coisas infindáveis, mas prometem-se mundos e fundos quando (achamos) que é amor, perdi demasiado, eu acho. E aquela foto... Quem era eu ali? Não sei, talvez nem saiba ao certo quem sou eu agora. E continuo... chorando sem ninguém ver.   
                                                                                                   

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Porque sem mudança, não há nada, certo ?

Um dia... Um dia tudo muda. Mudam os nossos sonhos, mudam os nossos objectivos, mudam as nossas brincadeiras, os nossos olhares, os nossos sorrisos, os toques, a simpatia, o amor, muda tanta coisa e mal nos damos conta do que se está a passar. Encontramos alguém que pensamos ser a pessoa que nos fará felizes para o resto da vida, ao fim de algum tempo, muda a nossa maneira de ver e reparamos que os finais felizes só acontecem nos contos. Um dia, dizemos a nós próprios o que queremos, não queremos, devemos ou não devemos fazer, um dia dizemos a alguém "da minha vida tomo eu conta", um dia deixamos as brincadeiras de crianças onde nos aleijavamos sem querer e diziamos que andavamos à porrada e essas brincadeiras passam a discussões sérias que acabam mal. Um dia sofremos tanto que dizemos que não somos fortes o suficiente para suportar a dor, no entanto, há outro dia em que estamos bem e olhamos para trás e vemos o que se passou como uma aprendizagem que nos fortaleceu. Um dia, deixamos as bonecas no baú e partimos em busca de aventuras. Deixamos a cama às 14h e voltamos às 7h, e sempre à espera que ninguém nos apanhe. Aprendemos a apreciar bebida, deixamos de lado o leite e pedimos uma cola, deixamos de parte a água e pedimos uma vodka. Aprendemos que o tabaco é mau, mas só depois de o experimentarmos. Deixamos que nos digam o que é bom e mau, assentimos, mas sabemos bem que fazemos sempre algo de errado quando ninguém vê. Um dia, um dia tudo muda. Apenas deixamos de ser crianças, só isso!