segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Sabes quando te deitas com a maior das alegrias e acordas com um monte de felicidade? Quando corres só para poder ficar mais um bocadinho depois? E quando já não pensas em mais nada? Quando parece que tudo é perfeito e que nada te deita abaixo? Sabes? E então quando quando só sabes sorrir e sorrir, tanto que até os teus olhos brilham mais que aquela estrela para a qual olhas todas as noites? Quando te esforças para te dar certo, mais do que alguma vez te esforças-te? Sabes? Eu sei. É bom sentir tudo isto, não é? Pois, eu sei. E quando acaba tudo? Desaba simplesmente? Sabes? Pois, eu também sei.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Sem ninguém ver...
Olho para a tal foto, sinto que perdi demasiado, não sei, talvez nem tenha razão, mas sinto. Porque motivo era eu tão feliz? Não percebo, como consegui eu aquele sorriso tão sincero? Foi na época em que não sabia o que andava a fazer... Em que chorava por um brinquedo, fazia birra porque a boneca se partiu, em que a dor, a única dor era a dos dentinhos a nascerem ou a sapatada dos meus pais por ter deitado a sopa fora. Em que tudo era simples, queria comer e comia, queria beber e bebia, queria colo e tinha colo, queria dormir e dormia. Ai que tempos esses... Tudo tão fácil, tão simples, tão bonito. Agora? Agora é tudo tão mau, tão feio, tão... tão... Nem sei qual será a expressão que se adequa melhor. Agora olho para a foto, a tal foto e sorrio, com a lágrima a correr pelo rosto e corre com vontade de fugir, fugir para que não a vejam. Normal. Agora choro de dor, única também, mas imensa e derivada de um montão de motivos. Motivos que contribuem, cada um com o seu bocadinho e formam uma dor enorme, como uma bola de neve, que quanto mais vai rolando, mais grande fica. Agora choro, choro porque preciso, mas choro sem ninguém ver. Não gosto. E aquela foto? que tanto me atormenta! Como eu gostava de ter aquele sorriso de volta, como eu gostava que as dores que tenho fossem meras "passagens"... Não como agora, dores de saudade, de amor, de rivalidades, de desilusões, de ódios, de horrores e sabe-se lá mais de que. Oh! Como eu gostava de não ter crescido tão depressa. Perdi demasiado... Perdi festas de pijama onde se falavam em príncipes encantados que afinal não passam de sapos feios, perdi amores de verão onde se prometiam coisas infindáveis, mas prometem-se mundos e fundos quando (achamos) que é amor, perdi demasiado, eu acho. E aquela foto... Quem era eu ali? Não sei, talvez nem saiba ao certo quem sou eu agora. E continuo... chorando sem ninguém ver.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Porque sem mudança, não há nada, certo ?
Um dia... Um dia tudo muda. Mudam os nossos sonhos, mudam os nossos objectivos, mudam as nossas brincadeiras, os nossos olhares, os nossos sorrisos, os toques, a simpatia, o amor, muda tanta coisa e mal nos damos conta do que se está a passar. Encontramos alguém que pensamos ser a pessoa que nos fará felizes para o resto da vida, ao fim de algum tempo, muda a nossa maneira de ver e reparamos que os finais felizes só acontecem nos contos. Um dia, dizemos a nós próprios o que queremos, não queremos, devemos ou não devemos fazer, um dia dizemos a alguém "da minha vida tomo eu conta", um dia deixamos as brincadeiras de crianças onde nos aleijavamos sem querer e diziamos que andavamos à porrada e essas brincadeiras passam a discussões sérias que acabam mal. Um dia sofremos tanto que dizemos que não somos fortes o suficiente para suportar a dor, no entanto, há outro dia em que estamos bem e olhamos para trás e vemos o que se passou como uma aprendizagem que nos fortaleceu. Um dia, deixamos as bonecas no baú e partimos em busca de aventuras. Deixamos a cama às 14h e voltamos às 7h, e sempre à espera que ninguém nos apanhe. Aprendemos a apreciar bebida, deixamos de lado o leite e pedimos uma cola, deixamos de parte a água e pedimos uma vodka. Aprendemos que o tabaco é mau, mas só depois de o experimentarmos. Deixamos que nos digam o que é bom e mau, assentimos, mas sabemos bem que fazemos sempre algo de errado quando ninguém vê. Um dia, um dia tudo muda. Apenas deixamos de ser crianças, só isso!
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